sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Experiência, fundamental para uma aprendizagem

Ainda no terceiro capítulo, todo ele dedicado à aprendizagem, é referido o método que se pensa ser o mais eficaz para se concretizar uma aprendizagem, sendo ele os exercícios de pergunta e resposta (certa ou errada).
Pensemos bem, este exercício não exercita o cérebro da criança, ela pode até responder de forma aleatória, porque a resposta já lá está. Não a torna autónoma, muito pelo contrário, porque posteriormente ficará habituada em ter a reposta como garantida e não terá a mente exercitada para raciocinar sobre determinado assunto, em suma, a criança apresenta um papel passivo e numa aprendizagem nunca deverá existir um papel passivo mas sim activo.
Numa aprendizagem temos de ter a certeza que temos capacidade para dominar de qualquer modo esse assunto e não apenas em dizer se está certo ou errado.
A aprendizagem é muito mais do que isso e é através da experiência que aprendemos, o chamado aprender fazendo.
Basta pensar nos mais novos, a maior parte das coisas eles não aprendem por nós lhes explicarmos mas sim por as fazerem, com base na repetição e muitas das vezes a aprendizagem é feita de forma involuntária em estilo familiar, enquanto que a aprendizagem de estilo escolar é na maioria das vezes mais teórica.
É importante ter em conta que não é somente através da experiência que se adquire aprendizagem mas sendo esta fundamental em qualquer aprendizagem.
A chave para um futuro sucesso é o saber compreender e dominar o processo de aprendizagem.

Importância do conteúdo

No terceiro capítulo despertou-me a atenção logo as primeiras páginas onde é referido a preocupação que os pais têm em escolher o software ou programas mais indicados e com melhor sucesso para a aprendizagem dos seus filhos. É na verdade um grande desafio.
Deste modo, o autor nomeia dois tipos de lojas bem diferentes onde se poderá encontrar o necessário.
A loja Abacus é caracterizada pelo tipo de loja que não apresenta um único tipo de material, mas vários onde todos têm a mesma finalidade que é desenvolver uma aprendizagem de qualidade, com materiais que não sejam supérfluos mas que ao mesmo tempo sejam divertidos.
Os materiais pertencentes nesta loja apresentam um conteúdo e será este que irá motivar as crianças a aprenderem. Já na outra loja, a sua estratégia e o que prende os pais a quererem lá entrar são o número infindável de brinquedos que as funções até chegam a ser desconhecidas mas o que interessa é quanto mais colorido melhor, quanto mais diversidade de brinquedos melhor....mas o "dito" conteúdo, será que neste tipo de lojas nos sabem dizer em que consiste aquilo que vamos comprar, para além de o facto de ser atractivo?
De facto, actualmente é notório cada vez mais a desvalorização do conteúdo, o seu interior e por isso mesmo batalha-se cada vez mais pelo aspecto físico e exterior do produto, porque é isso que chama a atenção às crianças e se elas gostam os pais também gostam porque ficam na eterna esperança que seja esse aquele brinquedo inseparável.
Quem sou eu para julgar um pais ou uma mãe, mas penso que apesar de a sua preocupação em escolher programas educativos para os filhos ser imensa, a verdade é que as suas escolhas recaem normalmente pelo mais banal,pelo mais usado, como se o aspecto exterior disse-se tudo.
É triste o que eu vou referir mas como todos sabemos, é dada cada vez mais importância ao exterior das pessoas e isto sucede-se a nível geral. É a olharmos que tiramos a conclusão se pomos de parte ou não e relativamente à selecção de programas educativos sucede-se o mesmo. "Se o meu filho olha e não gosta, muito menos o vai querer usar. Recusa-se!"
A verdade é que muitos de nós,mesmo que inconscientemente, estamos a prejudicar e a desvalorizar o papel da educação face em detrimento de questões comerciais que apenas o que querem é vender, custe o que custar.
Por isso cabe aos pais reflectirem o que entendem por educação, na sua importância e o que realmente interessa.
é pena não termos as capacidades de uma visão raio x, seria tudo bem mais fácil, ou então talvez não.
"Esta é uma das muitas formas pelas quais as vidas intelectuais das crianças e as políticas educativas deste país (e até do mundo inteiro) estão cada vez mais a ser determinadas por considerações puramente comerciais (pp.67)".

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Integrando Gerações

A meu ver são este tipo de projectos que fazem falta, porque uma das grandes problemáticas do computador é acentuar desigualdades impostas pela sociedade. Até para os idosos nunca é tarde para aprender.
E este projecto vai para além de ensinar os idosos a saber manusear um computador. Como poderam ver, são os jovens que ensinam ou auxiliam os mais velhos a aprender, ou seja,existe uma troca de informação e de experiências de ambas as partes admirável.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Projecto PEDACTICE


Apesar de esta semana não reter nehuma aprendizagem e de não poder fazer nenhuma reflexão sobre as aulas porque a aula teórica foi o preenchimento dos questionários e porque amanhã teria a aula prática mas é feriado.
Irei mesmo assim abordar um assunto que foi falado por alto na aula prática na semana passada, na qual ainda não falei- o projecto PEDACTICE.
Andei a pesquisar pelo menos o suficiente para ter uma noção do que consiste este projecto, embora na minha opinião só conhecemos realmente um qualquer projecto quando interagimos com estes, mas pelo que retive sobre este projecto isso será possível e já vão perceber porquê.
O projecto PEDACTICE resultou de uma proposta de articulação dos Programas TSER, Telematics e Socrates, tendo mais de um milhar de candidaturas.
Este projecto surgiu no âmbito da iniciativa sobre a utilização educativa das tecnologias multimédia e tem como objectivo introduzir produtos multimédia nas escolas e criar equipas de professores de modo a garantir o seu uso em contexto educativo.
Em suma, o projecto PEDACTICE tem como objectivo a utilização e avaliação de um software multimédia, estando depois este disponível via Internet para todos os interessados.
Penso que este projecto seja muito vantajoso no sentido em que o uso multimédia tenha um carácter experimental e prático nas escolas.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Literacia e fluência

Este segundo capítulo ajudou-me ainda a compreender a diferença entre literacia e fluência ao que até à data eu não sabia muito bem.
De facto, existe uma grande diferença só de ler a explicação de cada um dos conceitos, então na prática mais ainda.
Estes dois conceitos dizem respeito aos bons ou não profissionais quando acabam o curso e entram no mercado de trabalho, exactamente por isso, porque uns são só letrados e outros são fluentes.
A meu ver os letrados possuem apenas um conhecimento teórico em que não têm bases suficientes para por esse conhecimento em pratica e só fazem o que lhes foi ensinado. Têm também medo de faze algo que nunca tinham feito antes.
Porém, como diz o autor, a primeira tentativa não tem de ser acertada, é preciso é tentar e ir em busca de novas situações, é deste modo que enriquecemos intelectualmente.

O uso do computador no futuro

Neste segundo capítulo, interessou-me particularmente a questão do uso do computador no futuro, que implicações trará? O que se modificará? E esta mudança será de certeza benéfica?
De facto, basta pensar em exemplos do quotidiano em que parece existir uma maior preocupação em construir estádios de futebol, por exemplo do que dar assistência a materiais necessários num hospital ou numa escola.
E isso preocupa-me bastante, a meu ver, os "milhões de euros" que se costumam ouvir na televisão relativamente ao Estado, deveriam ser empregues em primeiro lugar na educação e na saúde e depois sim, se ainda houvesse vontade e dinheiro, poderiam usar o restante para bens na minha opinião nada prioritários.
Faz-se do país o que se quer, a maior parte das coisas que se sucedem dependem de nós e o uso do computador é uma delas.
Papert também mantém uma postura pouco crente de que os computadores num futuro irão mudar o mundo para melhor. Provavelmente vão mudar, não sei é se será para pior ou para melhor.
Se reparem os aparelhos que têm várias funcionalidades e que por isso são bastante úteis, são para alguns usados para trabalhos exemplares mas outros usam essas funcionalidades para o seus "interesses doentios".
O computador é um bom exemplo disso, para a escola é uma excelente ajuda e não convém esquecer que quantas crianças queriam ter um para esse uso mas que não têm possibilidades financeiras para isso.
Já outras usam e abusam do computador, sim...mas com que finalidade? Algumas para trabalho infantil, outras para prostituição, outras para pedofilia infantil, por aí fora. É verdade que estes problemas infantis já existiam antes, mas ao usarem este aparelho essas práticas tornaram-se mais fáceis e com maior sigilo.
Daí a minha descrença quanto ao futuro porque não depende só de mim tornar o computador como uma ferramenta que aperfeiçoará o sistema educativo, depende de todos nós. Pelo menos profissionalmente espero sinceramente que consiga mudar algo.
O que leva a muitos terem uma opinião positiva respectivamente ao futuro é esta liberdade individual que assenta na nossa sociedade, mas como já referi anteriormente, a liberdade não produz somente aspectos positivos.
Como diz o autor "Mas uma das razões para sermos optimistas deriva da existência de uma maior liberdade de acção para as decisões individuais, em relação ao que as tecnologias anteriores permitiam (pp.44)".

sábado, 29 de setembro de 2007

Exemplo de um Slideshare


Blogs e sua aplicabilidade na educação








Slides apresentados na oficina Blogs Educativos do Encontro Colectivo do dia 14/04/07 no CEBB.




Web 2.0 Inside D2L - SlideShare

Funcionalidade do Slideshare


Apesar de não ter escolhido esta ferramenta, mesmo assim quis saber no que consistia e pelo que percebi o Slideshare é idêntico ao Youtube só que invés de compartilhar os nossos vídeos, nós vamos compartilhar as apresentações do Powerpoint e do Openoffice.org.

O surgimento de Wikis


Foi a Apple que inventou as wikis como conceito e ferramenta.
Um programador chamado Bill Atkinson, desenvolveu uma ferramenta designada HyperCard que servia como um organizador de informações que aceitava links entre os seus servidores. Deste modo, os organizadores das informações podiam criar ligações entre arquivos para criar uma rede interconectada de informações- a Internet.
Porém, em finais dos anos 80 do século XX, a Internet ainda não se tinha popularizado tal como o HyperCard que era distribuido juntamente com os computadores Macintosh. Este sistema era baseado em conjuntos de cartas que podiam armazenar textos e fazer links para outros conjuntos de cartas. Na altura era o que existia mais próximo de uma wiki.
Essas experiências, em conjunto com a solidificação do paradigma da ligação entre textos e informações, levaram ao surgimento das wikis. O criador chama-se Ward Cunningham.

Conceito de wiki


Eu e o meu grupo escolhemos como tema do trabalho final da cadeira os wikis que integrem uma vertente educativa.
Ao longo desta primeira semana de pesquisa andámos a ver o conceito de wiki e que wikis existem.
De uma forma geral, o wiki é um conjunto de páginas, todas conectadas entre si, onde qualquer pessoa pode editar ou adicionar conteúdo, ou seja, um grupo que tenha interesses em comum pode contribuir com conteúdo num portal, da maneira mais prática.
O objectivo fundamental dos wikis é a partilha de informação.
Os wikis são uma tecnologia recente que apresenta um "software social" pela sua construção colectiva do conhecimento.
O que torna o wiki tão diferente das outras páginas da Internet é o facto de este só poder ser editado pelos usuários que por ele navegam.
A wikipédia (enciclopédia livre) é sem dúvida o wiki mais conhecido, mas existem outros, que relatam outras especialidades, por exemplo:
Wikcionário-Dicionário de várias línguas;
Wikinotícias-Fonte de noticias livre;
Wikiquote-Colectânea de citações;
Wikitravel-Guia mundial de viagens livre, entre outros.

A nossa pesquisa está a ser auxíliada com o site que a professora Joana Viana nos concedeu utilizar, explicando as suas funcionalidades.
O site chama-se Del.icio.us e é muito útil porque para além de nos ajudar a pesquisar sobre o tema do nosso trabalho, serve para arquivar e compartilhar bookmarks.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Conflito de gerações

Ao concluir a leitura do primeiro capítulo da obra de Seymour Papert fiquei a pensar em vários aspectos que o autor referiu, e convém dizer que isso não seria possível, ou pelo menos não tão fácil se a sua linguagem fosse de difícil compreensão, o que não o é, bem bem contrário, o autor utiliza uma linguagem corrente e de aproximação, sendo para mim um aspecto bastante importante na leitura de um livro.
De facto a relação entre pais e filhos relativamente ao computador é bastante complexa devido a meu ver, primeiro que nada exactamente à oposta infância que estes tiveram um do outro. Relativamente ao modo de adquirir conhecimento, à sua rapidez e também tendo em conta até que ponto dependem de terceiros.
Os nossos pais pouco conseguiam saber algo sem perguntar a outras pessoas, já as crianças de hoje, através do computador, mais especificamente da internet, sabem mais do que os pais e não me refiro a conhecimentos tecnológicos, porque isso já sabemos mas mesmo relativamente a determinados assuntos que aparecem nos media.
E porque gostam as crianças do computador? Porque estas tornam-se independentes dos pais, regulando o seu próprio conhecimento.No entanto, num aspecto negativo, conheço crianças que por terem acesso à Internet (à informação) pensam que a escola já não serve, não apresenta nada de novo, ela apenas menciona o que os alunos têm de aprender, mas não cabe à escola ensinar.
Na minha opinião, o computador é essencial para as crianças aprenderem e integrarem-se na sociedade (até porque quem não domina actualmente os computadores é um tanto excluido, relativamente aos jovens) e tenho pena de não haverem tantos computadores na escola como no seio familiar, como é referido no livro, no entanto, convém perceber que o computador não substitui a escola nem vice versa. São ambos importantes, que se complementam para poderem melhorar o sistema educativo.
Gostei particularmente do caso da Lisa visto que de algum modo também já tive um modo idêntico de pensar ao dela.
A verdade é que comecei a manusear o computador um pouco tarde ao que é habitual e quando o comecei a fazer em unidades curriculares no Secundário, o pânico era imenso e devido à minha tardia experiência , fez-me pensar que nunca conseguiria acompanhar os meus colegas...eles iam sempre saber mais do que eu porque mexiam em computadores à mais tempo do que eu. Eu "via" o computador como um "bicho" tal como a Lisa.
Em tudo na vida, é preciso não ter medo e no que diz respeito ao medo de manusear o computador (que certamente ainda persiste em muitos lares) temos de pensar que só existe mais valias em tentar, quanto mais não seja para perder o medo.Outro aspecto referido é o tempo, para se aprender algo é preciso ter tempo.
Uma citação a não esquecer, segundo Papert "A sua intuição sobre as pessoas e a sua própria experiência são ricas fontes de conhecimento psicológico (pp.35)", ou seja, nunca te desvalorizes.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Diferença entre instrução e educação

Nesta primeira semana de aulas (sem contar com a distribuição do programa) começamos a discutir vários aspectos na aula teórica relativamente ao conceito de Tecnologia educativa e ficamos com a obrigação de escolher um de cinco tópicos para pesquisar e colocar aqui no blog.
Eu escolhi "o que distingue (e é semelhante) nos conceitos de educação e instrução?"
Pois bem, ainda só analisei em mais pormenor a sua distinção, que a meu ver é o mais fácil e durante esta semana tentarei perceber e pesquisar o que estes dois conceitos têm em comum.
O conceito de educar consiste em desenvolver as faculdades físicas, morais e intelectuais de alguém, ou seja, os conteúdos da educação são os valores, regras de conduta, normas, atitudes, costumes e comportamentos sociais que se estabelecem entre o educado e quem educa.
São esses valores intelectuais e comportamentais que se tentam transmitir, mas claro que estes mesmos valores diferem de cultura para cultura embora o objectivo seja sempre o mesmo.
Por exemplo quando se "ensina" uma criança a agradecer, essa criança está a ser educada para respeitar certas normas que a sociedade impõe, de certo modo.
Já o conceito de instrução, consiste em ensinar, leccionar e transmitir conhecimentos a alguém.
Na instrução são transmitidos saberes práticos (o saber-fazer).
O instrutor tenta passar ao aprendiz uma destreza corporal.
O aprendiz só aprende se praticar e não ouvindo a teoria.
Bons exemplos de instrução são o instrutor de condução ou o pintor que ensina como se pinta uma tela.
Em suma, a instrução é um saber prático.